terça-feira, 12 de junho de 2012

Motivação


“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa – por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

William Shakespeare

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sagrado Coração de Jesus, fonte de piedade

No mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, uma das devoções mais difundidas da piedade cristã.



Como resultado das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial, a partir de 1673, este culto adquiriu a sua forma hoje conhecida. Nenhuma comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.
Prova disso é o grande número de santos e Papas que recomendavam essa devoção como forma de nos aproximarmos da piedade infinita do Nosso Senhor.
Pio XII salienta que é o próprio Jesus quem toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30).
A devoção
Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu inúmeras vezes a Santa Margarida, de 1673 até 1675, a fim de lhe falar sobre a devoção ao Seu Sagrado Coração. A chamada "grande revelação" foi feita à santa francesa durante as oitavas da festa do "Corpus Domini" de 1675. Ao mostrar o Seu Coração, o Senhor confiou a ela: "Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. 
Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isso te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.

Fonte: cancaonova.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Francisco Gê Acayaba de Montezuma - Rio Pardo de Minas


Rio Pardo de Minas é o município mais antigo do Norte de Minas Gerais. Foi criado por decreto regencial no dia 3 de outubro de 1831, cujo imenso território de mais de 20 mil quilômetros quadrados foi desmembrado da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas Novas de Araçuaí (atual município de Minas Novas).
A instalação da 1ª. Câmara Municipal ocorreu no dia 24 de agosto de 1833, presidida pelo padre Carlos Pereira Freire Moura, passado a vila existir de fato e direito.
A origem de Rio Pardo de Minas remonta ao século XVII. Vindos da Bahia, desbravadores chegam à região. Uma fazenda de criação de gado surge na confluência dos rios Pardo e Preto. Em 1698 é transformada na Colônia Antônio Luiz dos Passos. Aventureiros na exploração de ouro e gado vão fixando nas imediações da Colônia formando pequena aglomeração urbana. Logo é construída a capela de Nossa Senhora da Conceição. Em 1740, o povoado é elevado à paróquia e, em 1757, constrói-se a igreja matriz.
O que pouca gente sabe é em que circunstância e quem foi o responsável pela criação da Vila de Rio Pardo. Pode-se afirmar que foi ao acaso em razão da passagem de um baiano no então povoado em 1831 com o nome de Francisco Gê Acayaba de Montezuma. Procedente de Salvador e com destino ao Rio de Janeiro utilizara aquela rota para chegar ao destino.
Ao passar pelo povoado de Rio Pardo ali ficou por alguns dias para descansar. Com isso teve algum contato com moradores do lugar, principalmente com Conrado Gomes da Silva, descendente do terceiro contratador de diamantes, Felisberto Caldeira Brant. Os moradores logo ficaram sabendo que aquele visitante era deputado e possuía alto prestígio junto a Alta Corte Regencial (1831-1840) no Rio de Janeiro. 
Agradecido pela boa recepção do povo local se colocou à disposição dos moradores para atender qualquer solicitação ao seu alcance.
Localizado em um ponto distante do sertão norte - mineiro e sem qualquer tipo de influência política, os rio-pardenses vislumbraram naquele homem a possibilidade de pleitear na Corte a elevação do povoado à categoria de Vila (equivalente a município atualmente), uma antiga aspiração local. Este, comovido com a recepção e dos apelos e justificativas, principalmente do Conrado Gomes da Silva, se colocou à disposição para ser porta-voz junto à Corte.
Francisco Montezuma nunca mais retornou àquele lugar. Mas cumpriu o prometido. Pouco tempo depois foi publicado decreto regencial elevando o povoado de Rio Pardo à categoria de Vila no dia 13 de outubro de 1831. Conrado Gomes da Silva foi nomeado Tenente-Coronel da Guarda Nacional.
Em gratidão o povo de Rio Pardo rebatizou o nome do povoado de Água Quente para Montezuma. O lugar é muito famoso por suas fontes termais. Possui balneário de águas quentes naturais e se constitui uma das principais fontes de renda da localidade.
Mas quem foi o responsável pela criação da primeira vila do sertão norte - mineiro em 1831?
Francisco Gê Acayaba de Montezuma nasceu em Salvador no dia 23 de março de 1794 com o nome de batismo de Francisco Gomes Brandão, filho do comerciante português Manoel Gomes Brandão e da mestiça brasileira Narcisa Teresa de Jesus Barreto.
Ainda jovem, tentou a carreira militar, mas foi obstado pela família. Em 1816 foi estudar na tradicional Universidade de Coimbra – Portugal – onde se formou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Filosóficas em 1821. Retornando para a Bahia torna-se defensor ardoroso da independência. Foi co-fundador do jornal O Constitucional em Salvador.
Proclamada a Independência em 1822, abandona o nome de batismo passando a se chamar Francisco Gê Acayaba de Montezuma como forma de se opor ao colonialismo lusitano, incorporando ao próprio nome todos os elementos que formam a nação brasileira, além de homenagem ao imperador asteca Montezuma.
Como prêmio por sua participação nas lutas pela independência, o Imperador D. Pedro I concede a Francisco Montezuma o título de Barão de Cachoeira, que foi recusado, porém aceitou ser agraciado comendador da Imperial Ordem do Cruzeiro.
Francisco Montezuma ingressa na política em 1823 e se elege deputado pela Bahia indo para a Corte. Ali exerce ferrenha oposição ao Ministro da Guerra. É preso e exilado na França por oito anos.
No seu retorno ao Brasil é eleito para a Assembléia Geral Constituinte de 1831. Torna-se o primeiro deputado brasileiro a levantar bandeira contra o tráfico negreiro se colocando como um dos pioneiros do movimento abolicionista.
Recebeu em 1834, com grandeza, o titulo de Visconde de Jequitinhonha. Em 1837 é nomeado Ministro da justiça e dos Estrangeiros. Ocupou, ainda, o cargo de Ministro Plenipotenciário (diplomata) junto ao Império Britânico.
Em 1850 foi nomeado Conselheiro de Estado, e em 1851 se elege Senador por seu estado natal, Bahia.  
Foi o fundador e primeiro presidente do Instituto dos Advogados do Brasil e um dos membros-fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.
Recebeu o título de Visconde com Grandeza (Grande do Império) com o decreto imperial de 2 de dezembro de 1854. Foi ainda comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi, ainda, condecorado com a medalha da Guerra da Independência.
Em 12 de março de 1829, então no exílio, recebe do Supremo Conselho dos Países Baixos – atual Bélgica – uma carta de autorização para instalar um Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e aceito no Brasil. De volta ao Brasil, Montezuma instala o Supremo Conselho, usando a autorização do Supremo Conselho da Bélgica em 12 de novembro de 1832.
Polêmico e contraditório, Francisco Gê Acayaba de Montezuma foi pessoa importante durante o segundo reinado de D. Pedro II. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de fevereiro de 1870, aos 76 anos. Definitivamente não foi uma pessoa comum. 
A sua breve passagem por Rio Pardo em 1831 foi um marco histórico da região norte - mineira e do Jequitinhonha no século XIX. O seu gesto foi marco inicial importante no processo de formação territorial do Norte de Minas e Jequitinhonha, possibilitando o surgimento de dezenas de novos municípios.